José Carvalho Bastos, 70 anos, Engenheiro Civil na EDP, Sócio do Clube, Cinéfilo e cineclubista organiza sessões de cinema no Espaço Cultural do Clube do Pessoal da EDP, da Delegação do Porto.
Depois de alguns anos de colaboração com o Cineclube do Porto (nas secções de “Programação e Textos” e de “Formato Reduzido”) participou, em 1977, na fundação do Cineclube do Norte e da Federação Portuguesa de Cineclubes.
Foi membro da Direcção do Cineclube do Norte durante cerca de 30 anos até este suspender as suas actividades. Fez parte, durante alguns anos, dos corpos gerentes da Federação Portuguesa de Cineclubes. Frequentou o Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz durante os 30 anos que ele durou (acabou em 2003), tendo nos últimos dez integrado a sua ‘Comissão Organizadora’.
Participou em inúmeros festivais de cinema – Figueira da Foz, XOCIVIGA/Carballiño (Galiza), Fantasporto, Encontros de Cinema Documental da Malaposta, Festroia, Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, Encontros de Cinema de Viana do Castelo, Fafe, Filmes do Homem/Melgaço, Curtas de Vila do Conde, Porto Post Doc, San Sebastián, Huelva, Valladolid e Karlovy Vary, entre outros – tendo em alguns deles integrado diversos júris.
Colaborou com as revistas “Cineclube” (do Cineclube do Porto), “Cinema” (da Federação Portuguesa de Cineclubes) e “A Grande Ilusão” (do Cineclube do Norte).
Foi colaborador, na área do cinema, do “Jornal de Notícias”, de “O Comércio do Porto” e de “O Primeiro de Janeiro”. Actualmente, para além de continuar a frequentar diversos festivais, colabora com o Jornal Tornado (publicação on-line).
Ele fala-nos do que aconteceu em 2024 no nosso pequeno ‘cineclube’ da Delegação:
Foram 39 as vezes em que, em 2024, nos reunimos no nosso pequeno ‘cineclube’. Desde 2016 já são quase 250 sessões!
Em Janeiro andámos pelo norte de África. Estivemos em Casablanca com Humphrey Bogart, Ingrid Bergman e os irmãos Marx e na Medina de Salé com o excelente “O Azul do Cafetá”.
Nos meses seguintes passámos, em épocas muito diferentes, por Taiwan, França, Itália, Irlanda, Inglaterra, EUA,… Quem nos conduziu foram, entre outros Alfred Hitchcock, Frank Capra, Charles Chaplin, Clint Eastwood, Mario Monicelli, Claude Lelouch, Woody Allen,…
Com o brasileiro Walter Salles, agora vencedor do ‘Oscar’ do nosso contentamento, percorremos de motocicleta grande parte da América Latina com Che Guevara.
Tivemos três sessões de ‘cinema e gastronomia’, vivemos várias histórias de professores (dentro e fora das salas de aula) e assinalámos o desaparecimento de Alain Delon e Anouk Aimée.
Recordámos que há 60 anos Stanley Kubrick, numa comédia louca com Peter Sellers, já nos alertava para a ameaça nuclear.
Celebrámos a Páscoa com “A Túnica” e o Natal com Bing Crosby em “O Bom Pastor”.
Durante o ano recebemos ainda as visitas de Anthony Hopkins, Ema Thompson, Sophia Loren, Juliette Binoche, Philippe Noiret, Cary Grant, Robin Williams, Jack Nicholson e muitos, muitos mais.
Ah! E em Março vimos um dos filmes mais queridos de todos os cinéfilos: “Cinema Paraíso”.
E foi assim que a dezena, ou dezena e meia, de pessoas que semana após semana se deslocam até à Rua de Camões para ver cinema, se foram entretendo, partilharam opiniões e emoções e brincaram umas com as outras. Este é o nosso ‘recreio’…
“Casablanca” é um clássico do cinema realizado por Michael Curtiz, com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Durante a Segunda Guerra Mundial, em Casablanca, Rick Blaine, dono do Rick’s Café Américain, reencontra a sua antiga paixão, Ilsa Lund, agora casada com Victor Laszlo, um líder da resistência. Entre dilemas morais e interesses políticos, Rick terá de escolher entre o amor e o dever, culminando numa das cenas finais mais icónicas da história do cinema.
“Cinema Paraíso” é um filme italiano de 1988, dirigido por Giuseppe Tornatore, que presta uma homenagem ao poder do cinema. A história acompanha Salvatore Di Vita, um cineasta bem-sucedido que retorna à sua terra natal na Sicília após saber da morte de Alfredo, o projecionista do Cinema Paraíso, que foi uma figura paternal durante a sua infância. O filme retrata a relação entre Salvatore e Alfredo, mostrando como o amor pelo cinema moldou a vida de Salvatore.

